Ações da Vale (VALE3) podem render mais dividendos, diz Itaú BBA
O banco destacou que a companhia deve seguir com forte geração de caixa em 2025, criando margem para dividendos adicionais.
A Vale (VALE3) concluiu a aquisição da fatia de 45% da Cemig (CMIG4) na Aliança Energia. Com isso, passou a ser dona de 100% da elétrica.
O negócio foi anunciado em 27 de março, mas estava sujeito a determinadas condições. Por isso, só agora foi concluído, conforme informado nesta terça-feira (13) pela Vale.
💰 A mineradora já detinha 55% da Aliança Energia e pagará R$ 2,74 bilhões pelos outros 45%, que pertenciam à Cemig GT (Cemig Geração e Transmissão).
Em março, a Vale disse que optou por exercer seu direito preferencial de aquisição porque "o volume de geração da Aliança Energia é estratégico na manutenção da matriz energética baseada em fontes renováveis da Vale no Brasil".
Além disso, a mineradora disse que "a aquisição da participação na Aliança Energia é um passo importante para a criação de uma plataforma de energia, que potencialmente contemplará outros ativos do portfólio da Vale".
💡 Para isso, a Vale busca potenciais parceiros para a Aliança Energia. Em junho, a mineradora disse que mirava "os principais players do mercado de energia, mantendo seu compromisso com a descarbonização de suas operações a partir de fontes renováveis e com custos competitivos de autoprodução".
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A Aliança Energia é uma geradora privada de energia elétrica, criada pela Vale e pela Cemig em 2015, com 1.438 MW em capacidade instalada e 755 MW médios de garantia física. A companhia detém sete usinas hidrelétricas no estado de Minas Gerais, dois complexos eólicos no estado do Rio Grande do Norte e um complexo eólico em fase final de implantação no estado do Ceará.
Em comunicado, a Cemig disse que a venda da sua fatia na Aliança Energia "está em linha com o Planejamento Estratégico da Companhia, que prevê o desinvestimento de participações nas quais a Cemig não detenha o controle acionário".
Em março, a elétrica também havia dito que o contrato com a Vale prevê que a Cemig GT terá direito a 45% dos valores das indenizações futuras que a Aliança Energia porventura receber em relação aos aos prejuízos advindos da ruptura da barragem de rejeitos do Fundão (desastre de Mariana) envolvendo a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves (Candonga).
O banco destacou que a companhia deve seguir com forte geração de caixa em 2025, criando margem para dividendos adicionais.
Mineradora alcança redução do nível de risco de rompimento da barragem Forquilha III, em Minas Gerais.