Auren, Cemig e Copel disputam indenização bilionária; veja quem sai na frente
Segundo projeções do Santander, entre as três companhias, a Auren desponta como a grande beneficiada e pode levar até R$ 2,3 bilhões.
Nesta quarta-feira (23), o JPMorgan elevou a recomendação para a Auren Energia (AURE3) de "abaixo da média" para "neutro", ajustando também o preço-alvo de R$ 9,00 para R$ 11,50. Segundo o banco, a decisão reflete o desempenho mais fraco das ações da companhia, que acumularam queda de 17% em comparação ao setor neste ano.
💸 Segundo o JPMorgan, a mudança na classificação da Auren foi impulsionada pela boa execução operacional, incluindo avanços na recuperação e na comercialização de energia. O banco prevê preços de energia mais elevados no segundo semestre de 2025 e vê a Auren como uma das companhias mais sensíveis a esse cenário: uma variação de R$ 10/MWh poderia alterar o valor presente líquido da empresa em cerca de 10%.
Mesmo com o potencial de alta de 22% embutido no novo preço-alvo, o banco manteve a recomendação neutra, ponderando que os riscos regulatórios ainda podem pressionar negativamente as empresas do setor de renováveis.
💰 Entre janeiro e março, a Auren Energia (AURE3) registrou um lucro líquido de R$ 54 milhões, uma redução de 64,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2024, quando a empresa havia lucrado R$ 151,3 milhões. Em compensação, a elétrica registrou Ebitda (lucro antes juros) ajustado proforma de R$ 1,2 bilhão entre janeiro e março, uma alta de 65,7% na comparação anual, dos quais R$ 1,1 bilhão vieram do segmento de geração.
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Segundo projeções do Santander, entre as três companhias, a Auren desponta como a grande beneficiada e pode levar até R$ 2,3 bilhões.
Para o banco, a companhia segue em fase de consolidação após a fusão com a AES Brasil, mostrando evolução operacional.